segunda-feira, 9 de agosto de 2010

VIAGENS IMAGINADAS 2010


Estes dois desenhos foram feitos em casa mas com a cabeça a viajar, sabe-se lá por onde.
Podem ser vistos na exposição "Cadernos de Viagem", na Biblioteca Municipal de Odivelas, até dia 12 de Agosto.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

EXPOSIÇÃO

Entre os dias 9 de Julho e 12 de Agosto vou dar liberdade condicional a alguns cadernos e desenhos de viagens que fiz durante as duas últimas décadas. Libertei-os da gaveta, onde se encontravam, e podem ser vistos na Biblioteca Municipal de Odivelas.

BOLÍVIA 1993


Em Setembro de 1993 estava eu em San Borja, na Bolívia profunda, calmamente a desfutar de um final de tarde tropical quando fui surpreendido por um levantamento popular, uma euforia incontrolável que só terminaria na manhã do dia seguinte. A Selecção de Erwin Sanchez ( o Platini dos Andes, como era conhecido no seu país ) acabava de se apurar para o mundial de 94 nos E.U.A.. Este desenho, que pode ser visto na exposição de Odivelas, feito uns meses depois, já em Portugal, representa esse dia mágico e histórico da Bolívia.

Formato A3 - técnicas mistas s/ papel

quarta-feira, 30 de junho de 2010

MARROCOS 2010, CADERNO 2

Há qualquer coisa de mágico nesta região do norte de Marrocos que faz com que eu goste particularmente dela. De onde vem essa magia é coisa que poderá não ser fácil de explicar. Acredito que se deve a uma mistura de coisas, de conceitos e culturas que nos habituamos, ao longo do tempo, a ver e a viver em separado. Se por exemplo a geografia, o clima e a paisagem nos lembram o sul de Portugal, já a forma de viver nos remete para o Próximo Oriente. A cultura, com tudo o que a ela está ligado ( comida, arquitectura, vocabulário e até a própria música ), então, é uma mistura perfeita dos dois mundos. Deve ser nesse cozinhado, nessa confusão, nessa amálgama que reside a tal magia, o facto de determinadas coisas nos parecerem familiares e distantes ao mesmo tempo. Depois, e como se não bastasse tudo isso, existe a história. A história de quem sempre ali viveu, de quem foi obrigado a "regressar", fugindo da Península e a de quem chegou sob o impulso da conquista, para alargar as fronteiras. Os portugueses iniciaram a sua expansão dos descobrimentos em 1415, com a conquista de Ceuta, os muçulmanos encerraram a sua presença na Península com a fuga de Granada em 1492.De uns e de outros ficou a obra ( as casas, as cidades, os castelos ) e histórias. Histórias que desapareceram e outras que perduraram na memória e nos livros. Também elas, as histórias se misturaram e se adulteraram com o tempo, baralhando a verdade da história. Hoje, passados tantos anos, nem sempre é fácil saber o principio, o meio e o fim de todas elas, mas como diria um tal de Bruce Chatwin, uma história não tem de ser verdadeira só precisa de ser bem contada. Bem contada e bem escutada, acrescento eu. Acho que deve ser isso que me faz gostar tanto de viajar.

Este desenho mostra a vista do terraço do Mc Donald's, em Tanger ( a baía com a Europa ao longe ). O simbolo do imperialismo americano, em terras do Profeta, com vistas largas para o el Dorado.
À minha volta, bandos de jovens marroquinos, de ganga e óculos escuros, lambuzam-se com as iguarias do Ocidente enquanto ouvem músicas anglo-saxónicas em telemóveis de última geração.
Será tudo isto apenas coincidência?

MARROCOS 2010, CADERNO 2

Tanger, às portas da medina.

MARROCOS 2010, CADERNO 2

Tanger, café junto ao porto

MARROCOS 2010, CADERNO 2

Tanger, a marginal com ares de Copacabana.

MARROCOS 2010, CADERNO 2

Tetouan, mercado de rua.

MARROCOS 2010, CADERNO 2

Tetouan

MARROCOS 2010, CADERNO 2

Tetouan, palácio real.

MARROCOS 2010, CADERNO 2


Tetouan, ao lado do palácio real.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

MARROCOS 2010


Tanger
Dez anos passaram desde a minha última ( e única ) viagem a Marrocos. Nessa altura o novo rei, Mohamed VI acabava de subir ao trono e com ele todo um balão de esperança para tirar o país da estagnação económica em que se encontrava. O seu pai, Hassan II, poucas ou nenhumas saudades tinha deixado no povo. O Marrocos daquela altura era um país em agonia económica vivendo de uma agricultura e pescas, rudimentar, das receitas dos emigrantes, do turismo ( que era quase perseguido pelos comerciantes em estado de desespero na expectativa de fazerem algum, pouco, negócio ) e pelos negócios ilícitos, com a droga à cabeça, e tráfico de pessoas para a Europa, a grande maioria destes negócios explorados por europeus.
Pelas ruas de Tanger e nos terraços da cidade era comum verem-se negros com olhares de desespero a lutar pela sobrevivência, diariamente, enquanto esperavam a hora de darem o salto para o sonho desejado. A Europa era a terra prometida, o fim que tinha justificado todos os meios, todos os esforços e todos os riscos. Ali estava ela, finalmente, a um pequeno passo, apenas dividida pelas águas do estreito. Poucos quilómetros de água mas uma gigante barreira para o salto final.
O Marrocos de hoje é um Marrocos diferente, disso não restam muitas dúvidas. O novo rei abriu o país ao Ocidente, que é como quem diz ao dinheiro do capitalismo, com tudo o que isso tem de bom e de mau, e empreendeu uma verdadeira operação charme para criar uma nova imagem aos olhos do mundo.
Tanger, a grande porta de entrada, foi assim uma das cidades escolhidas para construir a imagem do novo país. A praia da baía, outrora poluída e perigosa ( por causa do crime ) aparece agora com um visual ao melhor estilo Copacabana magrebina. Da antiga linha de comboio fez-se um calçadão enorme com palmeiras, cafés e discotecas, a construção imobiliária disparou por todo o lado e toda a antiga imagem de emigrantes ilegais que enchiam a cidade foi, verdadeiramente, varrida ( dizem ) para a fronteira da Mauritânia.
Nesta pequena viagem só estive no norte ( Tanger, Arsila e Tetouan ), mas o que vi foi um país diferente. A vertigem da Europa, do consumo e do dinheiro tomou conta do país. As pessoas estão mais contentes ( dizem ) e confiantes no futuro. Como é que um país com uma matriz tão tradicional e ortodoxa vai conseguir conciliar-se com este lado perverso do ocidente é a grande pergunta.

O meu fascínio por Tanger começou na literatura, muito por culpa do Paul Bowles que, como é sabido, fez desta cidade o seu local de residência a partir de 1947, ( espero não estar enganado na data ). Naquela altura Tanger era uma cidade franca onde os produtos e negócios ( lícitos ou ilícitos ) circulavam a seu belo prazer.
Essa circunstância e o facto de ali desembarcar um sem número de personagens famosos acabou por fazer da cidade uma espécie de local de culto, onde os ocidentais ( principalmente americanos que fugiam do vazio da América futurista e modernista dos anos cinquenta ) podiam encontrar o conforto ocidental paredes meias com o mais puro exotismo do imaginário dos viajantes oitocentistas e ainda uma total liberdade e libertinagem para comportamentos e tendências mal vistas nas suas terras.
Dizem que foi Gertude Stein quem recomendou a cidade a Paul Bowles. Depois dele outros se seguiram: William Burroughs, Kerouac, Alain Ginsberg, Matisse, para não falar de todos os gurus do rock dos anos 70, com os Rolling Stones à cabeça.
Já na minha primeira visita eu havia procurado o rasto desses anos dourados e desta vez também não foi diferente. A escolha do alojamento voltou a recair no mítico hotel Muniria, onde Kerouac terá ficado hospedado aquando da sua passagem pela cidade ( no quarto número 4 ). Por baixo, do hotel, no bar Tanger inn, existem algumas fotos que alimentam um pouco a ideia de que a história terá mesmo acontecido.
No Zocco Chico lá está o café onde Burroughs terá escrito o Nacked Lunch e onde ele e os amigos terão passado muitas horas das suas vidas. O café embora seja de 1813 já pouco tem que o distinga dos restantes novos cafés.
O Grande teatro Cervantes, com a sua fachada arte nova, tantas vezes referido no “ Deixai a Chuva Cair “ continua ainda de pedra e cal a caminho da mais completa ruína.
O Grand Hotel Ville de France, onde Delacroix e Matisse se hospedaram teve melhor sorte e prepara-se para se tornar numa espécie de condomínio privado Ville de France, ou qualquer coisa parecida.
O Hafa Café continua a ser o local de referência para as últimas horas do dia, para quem quiser sonhar com a Tanger de outros tempos e embriagar-se com o azul infinito do Atlântico.
As campas fenícias, com mais de dois mil anos, escavadas na rocha, logo ao lado do Hafa Café continuam atulhadas de latas de coca cola e sacos de lixo, convivendo paredes meias com o Atlântico sem fim.
Depois há toda uma cidade que fervilha do primeiro ao último minuto do dia. Principalmente os finais do dia continuam a ser momentos particularmente mágicos. Pelas ruas da medina alguns, poucos, falsos guias vendem-nos histórias de casas onde Tennessee Williams, Yve Saint Laurent, Bowles, Matisse e outros que tais terão vivido. Histórias repetidas à exaustão para estrangeiro ouvir, que parecem já não dizer absolutamente nada ao mais comum dos cidadãos da cidade.
Outra coisa boa de Tanger continua a ser a sua localização, seguramente um bom ponto de partida para toda as cidades à volta a começar pela Arsila ( que a nós portugueses tanto nos diz ), passando por Tetouan ( com a sua Medina património mundial da UNESCO ), Chefchauen às portas do Rif e por fim a eterna Ceuta, onde a aventura portuguesa dos descobrimentos terá começado no longínquo ano de 1415.
Os anos passam, as cidades vão mudando, mas o encanto é sempre o mesmo.

MARROCOS 2010

Tanger - Grand Teatro Cervantes

MARROCOS 2010

Tanger - boulevard Pasteur

MARROCOS 2010

Arsila

MARROCOS 2010

Arsila

MARROCOS 2010

Arsila - interior da medina

MARROCOS 2010

Arsila

MARROCOS 2010

Tetouan - praça Moulaey el Medhi

MARROCOS 2010

Tetouan

MARROCOS 2010

Tetouan - rua pedonal

MARROCOS 2010

Tetouan - interior da medina

MARROCOS 2010

Tetouan

quinta-feira, 10 de junho de 2010

FIGUEIRA DA FOZ 2010

Ao lado do moderno casino da Figueira da Foz está o antigo casino Oceano ... ainda a tentar perceber o que é que lhe aconteceu. A ele e à cidade.

POMBAL 2010


Para muito boa gente a história de Portugal terminou com o Marquês de Pombal. Depois dele não voltamos a ter um lider, na verdadeira grandeza da palavra ... dizem.
A casa do Marquês, em Pombal, merece bem uma visita, se quisermos saber mais qualquer coisa das qualidades e dos defeitos do estadista.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

MONTEMOR-O-VELHO

Dizem que Fernão Mendes Pinto terá nascido nesta terra. O mais famoso viandante de Portugal saiu daqui em tenra idade em direcção à capital do reino longe de imaginar as voltas que a sua vida iria dar e ainda mais longe de pensar que passados quase quinhentos anos alguém faria um " post" numa coisa chamada blog referindo-se à sua pessoa.

sábado, 29 de maio de 2010

COIMBRA 2010

Gostei sempre muito do edifício do Hotel Astória, em Coimbra. Situado logo à saída da ponte, do lado esquerdo, continua ainda a ser um dos ex-libris da cidade. O seu aspecto meio parisiense faz-nos logo mergulhar numa Coimbra e num Portugal de outros tempos. Espero que continue assim por muitos e bons anos.

COIMBRA 2010

Uma passagem por Coimbra é sempre um mergulho na história do nosso Portugalinho. A igreja de Santa Cruz da qual eu gosto particularmente, então, é um banho completo de história. Desde os túmulos dos dois primeiros reis da nação, à fantástica escultura de João de Ruão e Nicolau de Chanterenne, aos fabulosos azulejos barrocos no interior, por tudo isso e muito mais, bem se pode dizer que merece, concerteza, uma visita cuidada e sem pressas ... desta vez até teve direito a desenho.

terça-feira, 11 de maio de 2010

LISBOA

Dois desenhos tirados directamente do baú das antiguidades.
A Central Tejo e a estação de Santa Apolónia, em Lisboa.

LISBOA


sábado, 1 de maio de 2010

MAFRA 2010

O Convento que consumiu todas as energias do país no século XVIII.
O que é que pensará ele da actual crise económica/ financeira?

MÉRTOLA 2010

Mértola é daqueles lugares que dispensa qualquer comentário.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ALCOBAÇA 2010


Este mosteiro é um verdadeiro " monumento ", não há volta a dar. Um desenho e um regresso, um ano depois a esta simpática cidade.

SINES 2010

Com um fim de tarde primaveril, já no regresso para Lisboa, decidi fazer uma paragem nesta simpática cidade. A igreja de Nossa Senhora das Salas, mandada construir pelo grande Vasco da Gama, não escapou ao caderno. Foi uma espécie de aperitivo para um grande jantar na Adega de Sines. Duas visitas mais do que obrigatórias ....

PORTO COVO 2010


Já lá vai o tempo em que os meus banhos de mar não eram exclusividade só do Verão. Este ano revivi esse momentos com uns banhinhos bem gelados nas praias fabulosas de Porto Covo. Praias desertas, só para mim e para a familia.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Alcácer do Sal 2010

Uma paragem em Alcácer, a caminho de Porto Covo para umas mini-férias da Páscoa.
Alcácer merece uma visita que não seja de passagem. Esta pequena mas surpreendente igreja renascentista ( Igreja do Convento de Santo António ) é um pequeno poço de histórias. Para já fica o desenho a desafiar para uma visita ao vivo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

LISBOA 2010

O dia em que fui jantar a casa da Ann .... um quarto andar com uma vista fantástica sobre a cidade, a convidar para um desenho.
Prédios de azulejos de cores fortes são a imagem de marca de algumas ruas ....... este é bem perto da rua do Século.

quarta-feira, 31 de março de 2010

LISBOA 2010

A mítica rua do Século numa tarde de deambulações pelo Bairro Alto

Ainda a rua do Século....

domingo, 10 de janeiro de 2010

LISBOA 2010

Largo de Camões.
Enquanto não viajo para fora vou desenhando cá dentro ....
Café " A Brasileira ", no Chiado.

sábado, 28 de novembro de 2009

Uma viagem a Constância para participar na feira do livro que produziu mais dois desenhos para o caderno e para o blog. Dois simbolos do Tejo separados pelo tempo: o castelo de Almourol e a fábrica das celuloses.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

EGIPTO - 2009

Cairo - pirâmides - 2009
Um desenho feito a partir do caderno de viagens, um ano e meio depois do regresso do Egipto. Um caderno de viagens também serve para inspirar futuros desenhos.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

LISBOA 2009

Ainda a av. Fontes Pereira de Melo.... provavelmente dois dos edificios mais bonitos da capital. Um desenho começado no caderno, na rua e acabado no computador, em casa.

sábado, 31 de outubro de 2009

LISBOA 2009

O hotel Sheraton, a Maternidade e o constante frenesim da cidade

LISBOA 2009

O Cais do Sodré, a cinco minutos de perder o comboio.