Essaouira - venda de peixe, depois da chegada dos barcos, no final do dia.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Marrocos 2011
Essaouira - venda de peixe, depois da chegada dos barcos, no final do dia.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Marrocos 2010
Começamos em Ceuta, bem de frente para a Europa e vamos por ali abaixo: Alcácer Ceguer, Tanger, Arsila, Azemour, Al JAdida ( antiga Mazagão ), Safi, Essaouira ( antiga Mogador ) e Agadir. Entre 1415 e 1769, anos que marcam a conquista de Ceuta e o abandono de Mazagão, viveu-se, guerreou-se, traficou-se e amou-se em português. Foram anos de vitórias e derrotas, de grandezas e misérias, e no fim sempre a mesma conclusão: na vida e na história tudo passa, tudo tem um tempo, tudo tem um preço.
domingo, 3 de junho de 2012
Marrocos 2011

quarta-feira, 23 de maio de 2012
Marrocos 2011
Praça Jamaa el Fna.
Todos os autarcas de Portugal deveriam ir pelo menos uma vez na vida a Marrakech e verem com os seus próprios olhos a vida da cidade para tentarem perceber porque é que neste nosso país, e salvo raras excepções, os centros urbanos estão a definhar em lume brando a caminho do mais completo estado vegetal.
A praça Jamaa el Fna é o coração e o ponto de encontro de referência da cidade. Naquele pequeno espaço podemos tomar-lhe o pulso e tirarmos as nossas conclusões. É engraçado perceber que a praça não tem nenhum monumento de relevo, não é especialmente bonita nem tem sequer vistas naturais que possamos referir. No entanto, à sua volta, todos os terraços e esplanadas se enchem diariamente de pessoas. O que é que torna tão atraente esta praça é a pergunta que fica?
Jamaa el Fna consegue este pequeno milagre que é, reunir num mesmo espaço diferentes actividades, sem que umas choquem com outras. Restaurantes de rua, bancas de comida, vendedores ambulantes das mais diferentes áreas, pequenos espectáculos, turistas de todas as partes do mundo, habitantes da própria cidade, transeuntes e mesmo carros, motas e bicicletas em quantidades equilibradas. É esse fervilhar, essa dinâmica, essa vida que a cidade tem que a torna irresistível para quem ali chega.
Alguém é capaz de imaginar a Praça do Comércio ou o Rossio com este ambiente depois das oito horas da noite?
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Marrocos 2011
Marrakech
Uma das grandes imagens de marca de Marrocos, e do mundo árabe no geral, são as suas cidades. A geometria das ruas, a disposição e a arquitectura das casas são para mim um pequeno milagre da engenharia humana. Estamos de tal maneira esmagados pela imposição do automóvel no dia a dia do nosso mundo ocidental que até nos esquecemos do prazer que é podermos ter a rua só para nós, só para as pessoas. A labiríntica malha urbana das medinas árabes têm origens medievais, numa altura em que as cidades eram feitas para as pessoas e à escala das pessoas. A rua era o ponto de encontro de toda a actividade humana e a casa o refugio. O resultado disso são estas espantosas ruelas, com becos, cantos e recantos, sons e silêncios que nos deixam espaço para a vida. Dentro de uma medina vive-se a uma determinada velocidade, fora da medina vive-se dez vezes mas acelerado. Depois temos a casa, essa coisa espantosa que se chama riad, uma verdadeira criação do génio humano. Os riads têm no seu adn o essencial da chamada "vila romana, ou seja um pátio no meio para onde estão voltadas todas as divisões da casa. No pátio existe normalmente uma laranjeira ou limoeiro e um fio de água a correr para um pequeno tanque. O contacto com o exterior fica quase sempre limitado ao terraço, que é o lugar de eleição para descansarmos no final de cada dia. Os materiais usados ( a taipa e a cal ) são as outras peças importantes desta complexa e ao mesmo tempo simples engrenagem que são os riads. As paredes grossas e a disposição das divisões possibilitam uma temperatura equilibrada no interior das casas deixando-as imunes aos calores sufocantes do verão ou ao terrivel frio dos invernos.
Acordar bem cedo e abrir a porta do quarto para deixar entrar o chilrear dos pássaros, ou adormecer ao som de um fio de água a cair no tanque do pátio. Entre estas duas maldades que venha o Diabo e escolha.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Marrocos 2011
A Koutubia é ainda hoje o edifício mais alto de Marrakech, mas mais do que isso continua a ser o verdadeiro símbolo da cidade.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Marrocos 2011
Praça Foucauld a meio caminho entre a praça Jama el Fna e a Koutubia.
Acordar cedo para aproveitar o fresco da manhã, o silêncio da medina e o chilrear dos pássaros. Quando o sol se levantar e o calor apertar a sério procuraremos uma sombra e um chá de menta e deixaremos o tempo passar lentamente até o final da tarde nos devolver de novo o melhor da cidade.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Marrocos 2011
Praça Jama el Fna, em Marrakech.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Marrocos 2011
Hotel La Mamounia, em Marrakech.
domingo, 1 de abril de 2012
Istambul 2011
Estação de comboios de Istambul
quarta-feira, 28 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Istambul 2011
quarta-feira, 14 de março de 2012
Alentejo e Diário Gráfico
http://adcmoura.pt/html/percursos_de_roda_pe.html
As inscrições já estão abertas.
No dia 14 de Abril vai haver um dedicado ao desenho e ao diário gráfico e eu vou lá estar.
http://adcmoura.pt/html/percurso_3.html
domingo, 11 de março de 2012
Istambul 2011
Um farol e um símbolo de Istambul e do Bósforo. Torre de Leandro ou torre da Donzela, ( Kiz Kulesi ), o farol de todas as lendas e de todos os mistérios a funcionar hoje como bar, restaurante e discoteca.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Istambul 2011
Perto da Ponte de Galata, junto ao cais onde se encontram os barcos que cruzam o Bósforo, a tentar fugir da multidão que chega e parte num frenesim constante e da atmosfera gordurosa resultante da mistura do monóxido de carbono dos barcos com o cheiro do peixe frito da rua.
Istambul 2011
No bairro de Besiktas, o mesmo que dá nome ao famoso clube turco onde jogam uma mão cheia de jogadores ( e treinador ) portugueses, recorrentemente com ordenados em atraso, está a mesquita de Ortakóy, sobranceira ao Bósforo, que há mais de duzentos anos vê passar os navios do canal.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Istambul 2011
O que resta da antiga Coluna de Constantino.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Istambul 2011
Universidade de Istambul - Praça Beyazit
Depois de deixar para trás a teia de ruas e ruelas do Grande Bazar chego finalmente ao topo da colina, o lugar onde se encontram as raízes mais profundas da velhinha Istambul ou, melhor dizendo, da antiga Constantinopla. No local onde antigamente ficava o forum romano encontra-se hoje a Universidade de Istambul, um lugar frequentado por mais de quatro mil alunos que chegam de todo o país para adquirirem e partilharem saberes. Jovens com roupas ocidentais misturam-se com jovens com roupas tradicionais do Islão num mosaico que mais do que mostrar as diferenças socio-econónimcas é bem mais revelador da visão filosófica, ideológica ou religiosa que cada um tem da própria vida. À primeira vista parece não haver nenhuma predominância de uma forma de vestir em relação a outra, isto é, há uma metade que parece afirmar-se como mais conservadora e outra metade como menos conservadora. Qual das duas metades sente mais o estigma social, numa sociedade/ cidade, também ela algo dividida? Será apenas aparente a tranquilidade que nos é transmitida ou pelo contrário existe um enorme panelão que fervilha lá bem nas profundezas do lugar, pronto a rebentar a qualquer momento?
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Istambul 2011
Grande Bazar
Calças, camisas, cuecas, peúgas, burkas, tudo para homem, senhora e criança, ao preço do "leve 5 pague 1". Túneis e mais túneis com lojas e mais lojas, cheias de tralha e mais tralha que daria para abastecer toda a população do país, mostram-se ao turista ocidental e ao local. Cartazes pendurados com o nome do clube de futebol da cidade, Fenerbahce, o campeão da Turquia, misturam-se com os cartazes do grande pai da nação Kemal Ataturk. Eis-me, finalmente, dentro de um dos maiores cartazes turísticos da cidade … com uma enorme vontade de sair dali para fora.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
sábado, 24 de dezembro de 2011
Istambul 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Istambul 2011
Deixei para trás a ponte de Galáta e a Mesquita Nova ( ao fundo ) e já começo a sentir a presença próxima do Grande Bazar.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Istambul 2011
Do lado direito, a parte final da ponte de Gálata, que me transporta de novo até ao Corno de Ouro, bem perto da Mesquita Nova, em primeiro plano aqui no desenho. Por trás da mesquita iniciarei a minha subida em direcção ao conhecido Grande Bazar até chegar de novo ao topo da colina.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Istambul 2011
A ponte e a torre de Gálata.
Deixei o bairro de beyoglu e a sua emblemática torre para trás, atravessei a ponte de Gálata e regressei ao Corno Dourado para me perder no famoso Grande Bazar, o verdadeiro paraíso da quinquilharia e do produto " made in China ".
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Istambul 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Istambul 2011
Istambul não é só uma típica cidade de fronteira, com todas as suas misturas culturais, étnicas e religiosas, é também uma cidade de estranhos paradoxos. Aquele que salta mais à vista é o divórcio que parece existir com o mar, principalmente para uma cidade que nasceu e cresceu durante tantos anos de mãos dadas com o seu porto. Tirando as zonas marginais, que muitas vezes estão entupidas com o trânsito caótico horas a fio, não é fácil encontrar pontos ou miradouros que nos aproximem daquele que para mim é o verdadeiro coração da cidade: o Bósforo. O exemplo máximo disto que acabo de dizer é a própria rua Istiklal, que apesar de atravessar toda a aresta da colina de Beyoglu, que corre paralela ao estreito, não nos possibilita um único contacto com o ele ( ou então tem os miradouros tão escondidos que me passaram completamente ao lado ). Será?
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Istambul 2011
A rua Istiklal sai directamente da praça Taksim e atravessa todo o bairro de Beyoglu. Aquilo que no passado foi a zona residencial de excelência dos estrangeiros ( embaixadores, comerciantes ) é hoje a rua de referência do comércio, dos bares e discotecas, num permanente fervilhar de gente. Por entre os prédios devolutos, lojas de luxo, vendedores ambulantes, pessoas ricas e pobres, pessoas mais ou menos ocidentalizadas, podemos ainda encontrar o verdadeiro ex-libris do bairro: o seu tradicional eléctrico.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Istambul 2011
A nossa identidade, a Europa, o mundo e ... Istambul.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O Segredo da Pedra
Um pequeno intervalo no caderno de Istambul para dar conta do meu novo livro, acabado de sair da gráfica e a caminho das livrarias.
O Segredo da Pedra
Aí vão encontrar desenhos e misteriosos monumentos em pedra, muito, muito antigos.
Qual a origem e o significado de todos estas descobertas é a pergunta que os nossos dois amigos vão tentar responder no fim de um dia cheio de aventura. Será que vão conseguir?"
http://www.minutosdeleitura.pt/
terça-feira, 11 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Istambul 2011
O império Otomano, como qualquer bom império que se preze, que governou uma parte importante da bacia do mediterrâneo durante quase quinhentos anos, não deixou só obra para inglês ver, também tratou de deixar GRANDES obras públicas de … pequena dimensão. As inúmeras fontes construídas por toda a cidade, com o objectivo de facilitar às pessoas o acesso ao mais precioso dos bens, a água, são apenas um pequeno exemplo. Hoje restam apenas alguns exemplares. Esta fonte, ahmed III, bem ao lado da Haghia Sophia, sobrevive agora adaptada às novas funções de carácter mais … turístico, digamos assim. Portanto, mudam-se os tempos, mudam-se as funções, todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades. É mais ou menos assim não é?
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Istambul 2011
A forma como olhamos para a história, como a valorizamos a um ponto quase obsessivo ou patológico diz muito do que foi o percurso das civilizações ao longo dos anos. Construir foi sempre uma forma de deixar marca para a posterioridade, uma espécie de pegada de dinossauro fossilizada que no futuro pudesse ser objecto de estudo e veneração, e entendida como exemplo máximo das virtudes humanas. Continuamos a não saber de onde vimos mas saber que passámos por “ali” dá-nos uma espécie de conforto e sentido para continuarmos a fazer hoje, o mesmo que fizemos no passado (mas sempre em maior escala se possível). Deve ser por isso que não há político que se preze, seja ele ministro, rei, imperador ou Alberto João Jardim que não tenha a tentação de deixar o seu chichi a marcar o território para que a posterioridade possa saber, agradecer e valorizar. Pensar em pequeno e construir em grande é a nossa marca genética, está no nosso adn ou dito de forma mais directa, está-nos no sangue. Parece não haver nada mais capaz de nos deslumbrar que os feitos dos chamados “conquistadores do inútil”. E a história está cheia destes feitos e nós estamos sempre na linha da frente para ficarmos com ar de Boi a olhar para o palácio.
Chegou finalmente o momento de deixarmos as considerações de lado e observarmos … simplesmente.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Istambul 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Istambul 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Solar dos Pascoaes
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Marrocos 2011
Uma rua perto da praça de Jamal el Fna em Marrakech.
Agosto é sempre um mês de poucos posts. Enquanto não arranca o novo caderno deixo aqui um desenho da minha viagem por Marrocos em Maio passado, que começou no papel e acabou no digital.
domingo, 31 de julho de 2011
Suíça 2010
A cidade Velha, Genebra.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Israel 2010
terça-feira, 19 de julho de 2011
Israel 2010
"Jerusalem International YMCA", um ícone arquitectónico da cidade, desenhado por William Frederick Lamb, um velho conhecido de outras paragens, mais propriamente de Nova Yorque, por ter sido um dos principais responsáveis pelo desenho do famoso Empire State Building. O caderno está quase a chegar ao fim.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Israel 2010

Hotel do Rei David, Jerusalém,Israel.
Até ao século XVIII o turismo caracterizou-se fundamentalmente por viagens individuais por conta e risco, de carácter religioso, comercial, de saúde, de estudo ou político. No século XIX, com o desenvolvimento dos transportes e o crescimento de famílias com dinheiro, aparece um novo tipo de viagem: o turismo cultural ou de lazer. O inglês Thomas Cook foi o primeiro a perceber este potencial e a desenvolver o conceito de viagem organizada. Para este novo turismo e os principais lugares históricos da bacia do Mediterrâneo foi apenas o início de uma grande amizade. Juntamente com os transportes começou igualmente a desenvolver-se toda uma indústria ligada à viagem: roupas, malas, acessórios, etc. A Louis Vuitton, é hoje em dia, talvez o melhor exemplo de uma marca que facilmente associamos a um determinado modo de viajar, um imaginário que a empresa tratou de preservar e até cultivar e que a literatura e o cinema tão bem souberam explorar. Mas a verdadeira referência dessas viagens continua ainda espalhada pelos locais históricos do chamado próximo, médio e extremo oriente, através dos clássicos hotéis de charme que sobreviveram ao tempo e a este verdadeiro vendaval que é o turismo fast food. Exemplos como o La Mamounia de Marrakech, para onde Churchil fugia para pintar em plena segunda guerra mundial, como o Old Cataract hotel, em Assuan, no Egipto, onde dizem que Agatha Christie terá escrito o “ Morte no Nilo “, como o Hotel Pera Palace em Istambul, ou o clássico Taj Mahal hotel, de BomBaim, entre outros, são apenas alguns lugares que de uma determinada maneira nos fazem viajar no tempo. Tudo isto, finalmente, para chegar a Jerusalém que também não podia não ter o seu clássico hotel de charme, neste caso o hotel do rei David, que tal como os outros, também visitei, embora nunca na condição de hóspede pelas razões que será fácil perceber.













































